Lugar Cativo

"A melhor defesa é o ataque" Hugo Meisl

Remodelações III

quarta-feira, junho 29, 2005
Verdadeiramente absurdo na proposta da FPF para alteração dos quadros competitivos para a 2ª B, é a já referida manutenção de apenas 3 vagas de acesso à Liga de Honra, sobretudo porque serão criadas 4 séries de 12 equipas. Como a FPF se "esqueceu" de referir qual o critério de exclusão, só podemos supor que se tratará do número de pontos conquistados ou da classificação na poule de apuramento do campeão. Mas haverá algum bom senso na cabeça destas pessoas? Qual a lógica de impedir que o vencedor de uma das séries não seja promovido? Porque não pura e simplesmente abrir mais uma vaga de acesso, despromovendo 4 equipas da Liga de Honra?

Adiante. O número de 12 equipas por série, sendo o número destas de 4 (Norte, Centro-Norte, Centro-Sul e Sul), é o ideal; mas reduz o número de jogos para 22, o que não chega para ocupar uma época e representa uma perda no investimento em termos de pagamento de salários a jogadores: pagar a alguém que trabalhará apenas parte do ano não agradará a ninguém muito certamente. Mais uma vez a matéria avançada pela FPF é omissa quanto ao modelo a seguir, mas diz-me a experiência de outro empreendimentos lusitanos que muito provavelmente os campeonatos serão disputados a 4 voltas à moda escocesa. Se essa for a solução, irá mais uma vez, passar ao lado do problema de falta de competitividade deste escalão, podendo mesmo diminuir aquela que já existe.

A minha proposta (que vale tanto como outra qualquer) era a adopção de um modelo semelhante ao imposto no nacional de Hóquei em Patins: no final das 22 jornadas, os 6 primeiros classificados de cada série apurar-se-iam para uma poule de promoção; os 6 últimos de cada série iriam disputar a permanência. A segunda fase da prova ocorreria com a formação de 4 séries de 6 equipas - para evitar a repetição de grande partes dos jogos da 1ª fase, as séries seriam compostas pelo 1º, 3º e 5º classificado da Série A e pelo 2º, 4º e 6º da Série B, sendo o "acasalamento" de séries feito por proximidade geográfica - com o primeiro de cada série a garantir o apuramento e a disputa do título numa poule a 4. O processo relativamente à despromoção seria semelhante sendo despromovidas as 3 últimas equipas de cada série.

Com isto cada equipa teria garantido no mínimo 32 jogos (22 + 10), sendo o número de 38 para as 4 equipas promovidas. Da mesma forma, as equipas poderiam encarar a fase final da temporada com motivação já que ainda teriam alguns motivos de interesse na competição: poderia dar-se o caso do 5º classificado de uma série na primeira fase sagrar-se campeão.

Resumindo:
- 1ª fase - 4 séries de 12 equipas; 22 jornadas; 6 primeiros apurados para a fase de promoção; 6 últimos apurados para a disputa da permanência.
- 2ª fase - Promoção: 4 séries de 6 equipas; 10 jornadas; vencedor da cada série promovido e apurado para a poule de apuramento do campeão. Permanência: 4 séries de 6 equipas; 10 jornadas; 3 últimos da cada série relegados para a 3ª Divisão.
- 3ª fase - Poule de Apuramento do Campeão: 4 equipas; 6 jornadas.

Remodelações II

Voltando ao tópico das remodelações das estruturas competitivas do futebol português, torna-se necessário reflectir em que medida é que as propostas avançadas (e para já reflectindo apenas sobre as mudanças relativas à 2ª B) irão contribuir para a mudança pretendida. Mais uma vez, e ao bom estilo lusitano, passa-se ao lado dos reais problemas e procura-se a "fuga para a frente", no caso concreto, a redução do número de clubes.

Quanto à redução do número de clubes nada contra, muito pelo contrário, acredito ser ela necessária e interrogo-me se não pecará por defeito. Ainda assim, o grande problema da 2ª B é não ter aliciantes de qualquer espécie para as equipas de meio da tabela: sem perspectivas de subir ou descer, chegam a meio da temporada e os jogos domingueiros inserem-se apenas num ritual semanal de convívio. Havendo apenas 3 vagas, e estando estas destinadas aos vencedores de cada série, dificilmente se cria competitividade; sem competitividade, ou seja, sem reais motivos de interesse, menor adesão dos adeptos; isto leva a uma baixa das receitas, o que impede por sua vez maior investimento. E este é um ciclo vicioso que se prolonga por épocas e épocas, com as equipas a penarem num purgatório entre o profissionalismo da Liga de Honra e o amadorismo da 3ª Divisão.

Urge assim encontrar formas de maximizar a competição e aumentar o interessa na mesma, tanto para clubes como para adeptos. Para isso ser possível há que rasgar com os convencionalismos que marcam o futebol português e procurar soluções criativas.


Num próximo post avançarei com uma proposta concreta para se atingir estes objectivos, entretanto se alguém tiver propostas a apresentar, tem a caixa de comentários à disposição.

O fim de um mito?

sábado, junho 25, 2005
"Football is a simple game; 22 men chase a ball for 90 minutes and at the end, the Germans win."
Gary Lineker


No Brasil - Alemanha de hoje, referente às meias-finais da Taça das Confederações, a equipa germânica foi a que melhor jogou, a que mais demonstrou ser uma equipa e que mais fez por merecer a passagem à final; mas no fim, foram os brasileiros a fazer a festa.

Remodelações

quinta-feira, junho 23, 2005
Tendo em conta o que havia ficado definido a 5 de Julho de 2004 pelo Secretário de Estado que tutelava a pasta do desporto à altura, a FPF apresentou no passado dia 20 de Junho (?) a sua proposta de alteração dos quadros competitivos das competições que estão sobre a sua égide: 2ª Divisão B e 3ª Divisão. Em termos gerais, a proposta visa a diminuição do número de clubes na 2ª B de 56 para 48 equipas, e na 3ª de 118 para 96; números a serem atingidos na época 2007/08. Um outro ponto de interesse prende-se com a exclusão das Equipas B deste processo, dado que na opinião da FPF:

"As Equipas “B” não cumprem, neste momento, os objectivos para os quais foram criadas e principalmente são geradoras de desequilíbrios nas competições, não só em termos competitivos como no cômputo do número de Equipas “B” participantes em cada ano".

Realmente, podemos afirmar que se trata de uma proposta cheia de boas intenções; mas como sabemos de boas intenções está o Inferno cheio, e a verdade é que, pelo menos no que toca à 2ª B e às Equipas B, a proposta da FPF falha crucialmente. Falha porque quem a elaborou não percebeu, ou não quis ainda perceber, que o real problema da 2ª B não é somente o número de equipas que nela participam, mas também e sobretudo o número de vagas existentes à subida: ínfimas e desajustadas do modelo competitivo. Estando a subida apenas ao alcance dos vencedores de cada série, o usual é atingir-se o meio da temporada com mais de metade das equipas a jogar sem objectivos palpáveis afastadas da luta pela promoção e virtualmente desafogadas quanto a uma possível descida. Quanto a esse facto, a proposta da FPF tem um nível de resolução 0.

De facto, as Equipas B não têm desempenhado como se esperaria o papel para o qual foram criadas. Decretar-lhes a "morte" é por outro lado demasiado drástico, já que nem tudo foi trabalho perdido e se hoje temos Hugo Viana, Quaresma, Ronaldo, Postiga, Ricardo Costa, Hugo Almeida, Manuel Fernandes ou João Pereira, devêmo-lo em parte às Equipas B que permitiram a manutenção destes jovens nos clubes evitando que se perdessem por campeonatos secundários em equipas que pouco ou nada contribuíriam para o seu aparecimento. O real problema das Equipas B é não poderem ascender à Liga de Honra, devido a regulamentos castradores da evolução das mesmas e dos seus atletas e cujo único propósito é proteger os votos que mantêm os mesmos oligarcas nas estruturas do comando do futebol luso. Mas isso, não interessa mudar!

(esta série há-de continuar)

Momentos na História VI: o nascer da Champions

sábado, junho 18, 2005

João Martins em acção © sporting.pt
Posted by Hello

A 4 de Setembro de 1955 no Estádio Nacional, Sporting e Partizan Belgrado deram início a 50 anos da mais importante competição de clubes do futebol mundial. Foi nessa tarde de Verão que se iniciou a Taça dos Campeões Europeus, agora denominada Liga dos Campeões; projecto que teve como grande impulsionador a afirmação, proferida a 15 de Dezembro de 1954, do treinador da equipa inglesa do Wolverhampton Wandererers Stan Cullin, propagada e enfatizada largamente pelo periódico Daily Mail, de que a sua equipa era a melhor do mundo depois de ter batido o Spartak de Moscovo e o Kispest Honved, duas das mais respeitadas equipas da Europa à altura.

Havia no entanto quem não estivesse de acordo com a afirmação como era o caso do jornalista francês Gabriel Hanot que trabalhava para o L´Équipe. Num editorial desse jornal, Hanot escreveu:

"Antes de declararmos que o Wolverhampton é invencível, deixêmo-lo jogar em Moscovo e Budapeste. E há outros clubes reconhecidos internacionalmente: o AC Milan e o Real Madrid CF, só para citar dois. Um campeonato do mundo de clubes, ou pelo menos um europeu - mais alargado e prestigiante do que a Taça Mitropa e mais original do que uma competição para selecções nacionais - deveria ser lançado"

O desafiou de Hanot foi prontamente apoiado pelos seus colegas de jornal, que viam na competição uma oportunidade de aumentar as vendas. A ideia foi entregue à UEFA que, após alguns estudos e conversas com os dirigentes da FIFA, avançou com o projecto. No entanto, as primeiras decisões quanto aos jogos e equipas a participar já estavam tomadas, tendo sido esta a única vez que não foi realizado um sorteio para determinar os jogos. Foram convidadas 16 equipas que na opinião da redacção do L´Équipe seriam as mais prestigiadas de cada país à altura da competição.

O jogo inaugural da prova foi então disputado em solo português, cabendo ao sportinguista João Martins o tento inaugural da competição, apontado aos 14 minutos de jogo. Martins marcaria novamente nesse jogo aquele que seria o terceiro golo dos leões e o do empate final; isto já depois de Quim ter apontado o segundo golo leonino, e Milutinovic, por 2 vezes, e Bobek terem colocado os jugoslavos em vantagem. O Sporting seria eliminado no jogo da sua mão com uma derrota por 5-2 em Belgrado.

Lista das equipas participantes:

Real Madrid, Espanha (vencedor); Stade Reims, França (finalista vencido); AC Milan, Itália; Hibernian FC, Escócia; Djurgardens IF, Suécia; Vörös Lobogo*, Hungria; FK Partizan, Jugoslávia; SK Rapid Vienna, Aústria; Rot-Weiss Essen, Alemanha; Sporting CP, Portugal; RSC Anderlecht, Bélgica; Gwarda Warsaw, Polónia; AGF Aarhus, Dinamarca; PSV Eindhoven, Holanda; 1. FC Sarrebruck, Saarland**; e Servette FC, Suiça.

* Vörös Lobogo foi um nome utilizado durante 4 anos pelo MTK Budapeste.
** A Saarland era uma região independente que passou a fazer parte definitivamente da República Federal da Alemanha em 1957.

Notas soltas de pré-temporada

sexta-feira, junho 10, 2005
  1. O FC Porto continua a desbaratar o dinheiro acumulado sem que se veja uma linha geral orientadora em todo o processo; bem como não se vislumbra a mão de Adriaanse nas escolhas. Sandro e Alan chegaram por indicação de Couceiro, Sokota é uma aposta (mais uma) do presidente, Lucho (que craque!) e Lisandro são apostas da prospecção, e Jorginho é uma escolha acertada. Continuam a faltar um defesa-direito a sair do lote Kronkamp, Cicinho e Nélson sendo apenas o holandês escolha do técnico; um central de classe que saiba actuar como trinco, fala-se de Meira mas mais acertado seria Zé Castro ou a aposta em Pepe; e um extremo-esquerdo canhoto, não havendo para já nomes avançados. Enquanto isso, a lista de indefinições é grande, parecendo uma decisão acertada o empréstimo de Bruno Vale (renovar devia ser prioridade) e Paulo Machado ao Estrela permitindo a sua evolução ao mais alto nível (em termos de divisões entenda-se); espero que se não forem apostas, o mesmo destino se estenda a outras jovens promessas como Organista, Raúl Meireles, Ivanildo, Vieirinha etc.


  2. Soubemos pela boca de Luís Filipe Vieira que ser campeão da Europa é coisa fácil, basta os benfiquistas quererem e tornarem-se sócios; que o Benfica será o "maior clube do mundo" (e arredores, digo eu) se os benfiquistas quiserem e tornarem-se sócios; que o Benfica não tem problemas de finanças, ou melhor, não terá se os benfiquistas quiserem e tornarem-se sócios; que apresentará uma "bomba" (sic), isto se os benfiquistas quiserem e... adivinharam, tornarem-se sócios! Tanta obsessão com o novo cartão de sócio só pode significar uma coisa: não há dinheiro!!! A chantagem com que Vieira tem inundado a comunicação social (com o apoio desta está claro), deixa transparecer que o Benfica está realmente a precisar de um injecção de capital, sendo os tão falados 300 mil sócios (no início do projecto eram 500 mil!) condição sine qua non para a viabilização do projecto futebolístico do Benfica, suponho, através de investimentos vindos do estrangeiro. A pergunta que deixo é a seguinte: estando alguns jogadores do Benfica sobrevalorizados pelo título conquistado, não seria uma solução mais viável a venda de um ou dois, colmatando com apostas seguras? Falta saber se há realmente interessados, e se o que oferecem chega para cobrir as necessidades.


  3. Ainda o Benfica, a aposta em Koeman é mais um fiasco publicitário da dupla Vieira-Veiga. Não estando em causa o valor do treinador ou de ser de facto uma boa aposta, pergunto-me se era necessário tanto alarido e secretismo para revelar o que todos sabiam. Vieira prometeu um jantar a quem adivinha-se o nome do técnico; se cumprir vai à falência. Mais cómico, só o ter vindo a público dizer que o timming da comunicação era dele e no mesmo dia uma cadeia holandesa de televisão revelar o negócio. Bastava ter dito que era o escolhido, e não ter andado a alimentar os sonhos dos benfiquistas com a possibildade de ser Le Guen; quem sofre é a imagem de Koeman, que acaba por ser uma desilusão sem o ser na realidade.


  4. O Sporting vai mal internamente. Sai Carlos Freitas, saem Rui Jorge e Pedro Barbosa de forma humilhante (para a SAD entenda-se), Luís Duque apelida os actuais gestores de incompetentes... A respeito da saída dos dois jogadores, é triste e incompreensível como as SAD fizeram da ingratidão pelos símbolos dos clubes uma bandeira; a época passada foi Sérgio Conceição a ser escorraçado do Dragão, desta feita calhou a dois históricos leoninos. Uma vergonha! São estes atletas o esteio dos clubes e a sua principal ligação com os adeptos, um pouco de respeito seria o mínimo exigível.


  5. No restante da Superliga, notas positivas para as apostas do Belenenses onde Carvalhal vai construindo uma equipa à sua medida e que promete; e para a celeridade com que o Rio Ave tratou do seu plantel, havendo apenas uma vaga para ser preenchida com calma e tempo, pelo menos é o que eles dizes, e se eles dizem é porque é.


P.S. A respeito das declarações de Vieira sobre ser campeão da Europa pergunto isto: quantas vezes esteve o Benfica na fase decisiva da Champions League? Antes de atirar areia para os olhos dos adeptos, Vieira devia informar-se sobre a realidade da Champions e não fazer os benfiquistas de parvos....

Já aprendiam não?

quinta-feira, junho 02, 2005
Um pouco para variar o esquema, este post vai mais no sentido de um desabafo de um adepto com as contratações do seu clube (FC Porto) do que propriamente com reflexões sobre o fenómeno que é o Futebol. Estando isto esclarecido, a questão que me vem atormentando há uns meses, e cujos desenvolvimentos recentes agudizaram é a seguinte: Para quê Sokota?
Vamos por partes:

1. O plantel do FC Porto tem défice de jogadores para a posição de ponta-de-lança?

Não. A época terminou com 3 pontas-de-lança nos quadros da equipa A (McCarthy, Postiga e Fabiano); para esta época regressam Hugo Almeida e Bruno Moraes, e já se contratou Lisandro López sendo ainda falado o brasileiro Fred do Cruzeiro. Juntemos Sokota e isto dá a bonita soma de 7 jogadores (Fred ainda não conta). Com Fabiano praticamente certo no Sevilla e Benny de malas aviadas para Inglaterra, sobram 5 jogadores. Adriaanse afirmou querer apenas 24 jogadores no plantel, o que dá uma margem para ter 3, no máximo 4 pontas-de-lança; logo 1 ou 2 jogadores terão que sair, mesmo que possamos pensar em "Licha" como um joker que pode actuar mais recuado, ou sobre a ala esquerda à semlhança de Derlei. O que nos leva à questão seguinte:

2. É Sokota um fora-de-série? Se não, é melhor do que os que já cá estão?

Não, e não outra vez. O tempo que passou no Benfica é suficiente para verificar que Sokota é um avançado mediano (talvez a fugir para o bom), logo não é pelo seu valor intrínseco que será contratado. Se compararmos com os jogadores que já estão no clube, então mais uma vez não se percebe a contratação: com Postiga e Moraes perde em mobilidade e técnica, ganhando um pouco em finalização embora não o suficiente para ser uma mais-valia; com Almeida empate e (i)mobilidade e em finalização, e perde em poder de choque. Procuremos os motivos da sua contratação em outro lado:

3. Foi um pedido expresso de Co Adriaanse?

Obviamente que não. Adriaanse certamente conhecerá Sokota da suas passagens pela selecção croata, mas não me lembro de o ter visto a fazer algo que merecesse a mínima atenção de um treinador. Depois, Adriaanse só recentemente (1 ou 2 meses) terá sido contactado pela SAD portista, e esta é uma contratação planeada há algum tempo com o intuito de o roubar ao Benfica. Estando encontrada a razão, resta questionar:

4. Faz sentido desviar jogadores renegados do Benfica?

Sim, se nos lembrarmos de Deco, Maniche, Kulkov, e um pouco de Jankauskas na primeira temporada e Iuran. Não, se à memória nos vierem nomes como os de Kenedy, Sousa ou Pedro Henriques. A questão não é a de um jogador que vem da Luz para o Dragão passar a ser craque; a questão é que já eram bons jogadores, mas foram mal aproveitados. Logo contratar Sokota só para "ferir" (sabe-se lá como!) o Benfica é um péssimo negócio.

Depois de uma temporada de contratações falhadas seria de esperar maior cautelas por parte da SAD portista, apostando em valores certos e não dispendendo fortunas ao desbarato. Parece no entanto que "burros velhos não aprendem línguas". Claro que me posso enganar e Sokota ser uma das mais brilhantes apostas de Pinto da Costa, mas o que importa reflectir não é a contratação em si, mas a lógica que está por detrás desta.