Lugar Cativo

"A melhor defesa é o ataque" Hugo Meisl

De novo em mudanças

domingo, outubro 02, 2005
Pensei que iria manter o Lugar Cativo no Blogger por bastante tempo, ou pelo menos até se esgotar. Mas surgiu a oportunidade de transferir o blog para uma nova plataforma que me oferece inúmeras vantagens, que se extendem aos visitantes do blog que podem agora percorrer posts antigos de uma forma mais simples.

O novo endereço é http://brunopribeiro.wordpress.com e espero que todos aqueles que aqui têm vindo prestar a sua visita o continuem a fazer com a mesma regularidade.

Espero-vos na nova casa!

Desconto de Tempo #6

sexta-feira, setembro 30, 2005

Fica difícil falar sobre o que quer que seja depois do descalabro do futebol português nas provas europeias.6 jogos, 1 vitória, 1 empate e 4 derrotas! Verdadeiramente miserável! E pergunto: afinal qual o real valor do futebol português? O que FC Porto, Boavista e Sporting demonstraram nas últimas 3 temporadas; ou o que as derrotas de Porto e Sporting contra equipas cujas aspirações europeias são participar nas provas apresentam? Provavelmente nem um nem outro, algo de intermédio a fugir mais para o primeiro. Pelo menos, esta semana serviu para amenizar os egos nacionais que já anteviam mais uma época fantástica (apesar de ainda irmos a tempo de fazer qualquer coisa digna).

Já aqui havia escrito que não partilho do entusiasmo generalizado de Portugal ter mais equipas nas competições europeias, já que normalmente não têm o traquejo necessário para estas andanças. Mas ainda assim, mostrava-me optimista com as possibilidades lusitanas de um bom desempenho “uefeiro” esta temporada. Felizmente não tenho o hábito de apostar, ou muito provavelmente estaria a chorar o meu investimento.

As derrotas de Benfica e Setúbal são pouco mais do que banais, porque só o mais fanático dos seus adeptos poderia esperar algo mais, no caso benfiquista talvez um empate. De qualquer forma, são derrotas que não “sujam” a cara dos clubes, nem os deixam em dificuldades morais. Já o mesmo não se pode dizer de Porto e Sporting, que não só perderam, como perderam em sua casa perante equipas que só em sonhos podiam tal almejar.

Começando pelos leões, devo dizer que acompanhei o jogo através das sms recebidas por uma amiga minha, sportinguista ferrenha, e pelos seus gritos de desespero a cada golo sueco. Peseiro falhou por completo na abordagem às competições europeias, deixou escapar a participação na Champions League, e não conseguiu entrar na fase de grupos da UEFA, isto após se ter declarado como candidato à final. Perante isto, a pressão sobre o treinador leonino será cada vez maior, até porque já só tem o campeonato para salvar a temporada, pois não me parece que uma boa caminhada na Taça de Portugal sirva para amenizar os estragos.

O FC Porto só não está pior porque ainda tem possibilidades de continuar em prova, ou em seguir para a Taça UEFA. Mas perder em casa com o Artmedia, depois de estar a ganhar por 2-0 não lembra ninguém. Como é típico em Portugal, ainda o jogo não tinha acabado e já toda a gente criticava Adriaanse pela postura ofensiva da equipa; sendo os principais críticos aqueles que “endeusaram” o técnico holandês e o futebol portista. Isto só demonstra que em Portugal se vai de “bestial a besta” em muito pouco tempo, e no caso da maioria dos comentadores futebolísticos deste país ainda em menos tempo.

Muito sinceramente, não me parece que o Porto tenha perdido por jogar excessivamente ao ataque e descurar a defesa; perdeu por algo bem mais grave: displicência. Os jogadores portistas acreditaram ter o jogo ganho e deixaram “as coisas andar”; quando deram por ela, já estavam atrás no marcador e sem discernimento para recuperar. Mais do que os adeptos, acho que foram os jogadores que mais se deslumbraram com o futebol praticado.

O Braga acabou por perder em casa a eliminatória, permitindo ao Estrela Vermelha o que não tinha conseguido em Belgrado: um golo. Os sérvios conseguiram mesmo ser a primeira equipa a marcar aos arsenalistas. A falta de capacidade ofensiva dos minhotos, agravada com as lesões de João Tomás e Delibasic, provou ser fatal para as suas aspirações, o que só prova que também não adianta defender bem, é preciso atacar.

Valeu a vitória do Guimarães, consolidando a vantagem levada para Cracóvia. Saganowski voltou a marcar, e agora esperemos que Pacheco consiga surpreender mais uma vez a Europa.

Patética

quinta-feira, setembro 29, 2005
A derrota do FC Porto em casa com o Artmedia é patética e vergonhosa, sobretudo da forma que aconteceu. Não há que andar a discutir tácticas e as vantagens/desvantagens do futebol ofensivo de Adriaanse; esta derrota não tem nada a ver com isso, a de Glasgow sim, esta nada!

O Porto perdeu por pura displicência dos seus jogadores que se acharam intocáveis quando chegaram ao 2-0! A causa é esta e pronto. Os jogadores acharam que os "pobres coitados" dos eslovacos (aposto que a maioria nem sabe onde fica a Eslováquia) não tinham o que era preciso para batê-los.

Sou portista e sinceramente, por muito chateado que esteja com a derrota, acho que foi merecida porque não se admite que jogadores pagos a peso de ouro desprezam companheiros de profissão e que dêem jogos como garantidos aos 40 minutos da primeira parte.

Quanto ao teinador, errou ao dar 45 minutos a mais a Jorginho e Bosingwa, e 15 minutos a menos a Diego.

CL: 2ª jornada, 1º dia - Guia fotográfico

quarta-feira, setembro 28, 2005

Flickr Slideshow

Foi bom... mas nem tanto


A discussão do dia é a derrota do Benfica em Old Trafford e a procura dos culpados de tal ter acontecido. Diz-se que o Benfica perdeu uma oportunidade histórica de vencer o Manchester... Mentira!

Os encarnados fizeram um bom jogo: não tremeram com o nome do adversário, não se assustaram com o palco; estiveram seguros e concentrados. Sinceramente não esperava que se saíssem tão bem no Teatro dos Sonhos! Mas fazer crer que o Benfica podia ter ganho é atirar areia para os olhos das pessoas; podia ter empatado, que seria um resultado fabuloso, mas não fez o suficiente para se dizer que podia ter ganho. O Manchester teve as melhores ocasiões e foi um justo vencedor; em caso de empate, seria um prémio justo para o desempenho benfiquista, com especial destaque para Manuel Fernandes que cada vez mais prova ser um grande jogador.

Diz-se que Koeman teve medo e não foi audaz, que a equipa jogou demasiado recuada. É verdade que nos momentos a seguir ao empate, podia-se esperar que o Benfica aproveita-se a natural ansiedade de uma equipa em crise, mas esquecem-se que pouco após o golo de Simão, Cristiano Ronaldo mostrou ao holandês que se resolvesse apostar no ataque perdia o jogo, sem apelo nem agravo. Koeman foi inteligente ao fazer recuar a equipa: o Manchester é mais perigoso em ataques rápidos com espaços para os seus jogadores da frente partirem em velocidade, do que quando se vê confrontado com linhas defensivas coesas e demasiado perto da área. Ao recuar, obrigou o defesa inglesa a subir no terreno criando espaço nas suas costas, e foi aqui que o holandês falhou: a equipa não conseguiu aproveitar as debilidades defensivas do Utd.

Se quisermos ser sintéticos, o Benfica perdeu porque o Manchester tem jogadores melhores a quem não se pode dar espaço. Quem deixa Ruud van Nistelrooy solta na área num canto, só pode esperar sofre golo. Koeman pode dizer que foi uma falha de marcação, mas a verdade é que o Benfica é muito fraco em termos defensivos nas bolas paradas. Falta trabalho de casa!